Quando se há vontade de fugir e não sabe-se para onde ir, as palavras podem ser a melhor forma de "sair correndo"! (Talita Horn)







quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Quando foi que deixamos de ser crianças?
Que dia deixamos de lado toda a sabedoria da inocência?
Quando foi que deixamos de nos importar com os doces e passamos a querer dinheiro?
Quando foi que paramos de nos preocupar com as lágrimas alheias
Que dia exatamente deixamos de temer o "bixo-papão" e passamos a temer o ser humano?
Hoje deitei e abracei meus joelhos, como se fosse um feto, meus cobertores fiz de conta que era a barriga da mamãe... Tentei me sentir segura!
Quando somos crianças, nossas mães sempre são super poderosas e o medo nunca chega perto delas. Depois descobrimos que elas também temem. Mas talvez ainda preferimos elas por perto.
Quando somos crianças qualquer cor é mágica e qualquer motivo é de rizo.
Quando eu tiver filhos, direi a eles: "Não cresçam meus amores! Não queiram crescer!"
E contarei a eles que crescer nunca é legal.
Contarei a eles que os adultos não tomam banho de chuva, nem de mangueira.
Que quando eles crescem, esquecem o sentido da vida.
Contarei a eles que os adultos são loucos.
Contarei, contarei sim, tudo..
Direi que quando você cresce aprende a sofrer e a se conformar com isso.
Direi.. Direi que adultos não pulam mais corda, nem elástico e que absurdamente a maioria deles esquecem as letras das cantigas de roda.
Vou contar-lhes que gente grande briga sem motivos.
Que gente grande fica brava quando se lambusa com o sorvete ou com o cachorro quente.
Que o brilho dos olhos se apaga.
E que você não pega mais na mão do seu irmãozinho simplesmente por carinho.
Vou pedir a eles para que fujam. Não, não queiram crescer!
Fujam para dentro de si mesmos e jamais permitam que vá embora a criança que há dentro de deles!
(Talita Horn)

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