"Abra seus olhos Menina!"
E a menina permanesceu intácta! Exatamente ali, com a cabeça no travesseiro e as mãos juntas debaixo do rosto.
"Abra seus olhos Menina!"
Seus olhos tremeram e fecharam-se ainda mais forte!
"Abra seus olhos Menina!" tornou a repetir a vóz.
Mas tudo continuou no prano silêncio, ouvia-se apenas o barulho do ventilador.
Era manha de verão, o sol batia forte e tudo suava.
"Abra seus olhos Menina!", "Abra seus olhos Menina!"
A vóz ia ficando cada vez mais alta e o silêncio cada vez mais profundo.
Podia ouvir-se a respiração alta e o sono pesado.
"Abra seus olhos Menina!"
Mas a Menina simplesmente não quis acordar.
(Talita Horn)
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