Se Deus pudesse me ouvir, provavelmente eu não falaria nada. Choraria apenas, soluçando, exatamente como estou chorando agora. Acho que meu pranto é muito mais sincero que minhas palavras e ele conseguiria entender tudo. Talvez assim, entendendo, ele possa me explicar. Pois a minha compreensão é confusa e desordenada.
Depois talvez eu ficasse em silêncio, para tentar quem sabe, escuta-lo também...
Queria mesmo que ele gritasse lá dos céus as respostas que procuro. Que me enviasse uma carta dizendo-me por quê dói tanto e por quê essa dor me corrói por dentro.
Não poderia eu ser uma pessoa normal? Daquelas que trabalham, casam, tem filhos e vivem felizes para sempre?
Mas ele insiste em continuar calado, deixando que eu apenas sofra tudo o que há para sofrer.
(Talita Horn)
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