Quando se há vontade de fugir e não sabe-se para onde ir, as palavras podem ser a melhor forma de "sair correndo"! (Talita Horn)







sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Recaída

Fazia tempo que ela não o via, a saudade já era mais do que um sentimento, era o ar.
Pensou em usar o álcool como um poderoso remédio, e foi... deu-lhe coragem!
No meio daquela madrugada foi ela quem ligou. E ele veio.
Estava sonolento, ela bêbada.
Mas não pode deixar de notar como ele mudou e não mudou, nada.
Já não tinha mais os dezessete anos, nem a face inocente, nem o corpo magro e liso. Mesmo assim permanecia com aquela timidez, aquele silêncio... quase que covarde!
Ela o beijou. E sentiu o beijo com todo o cuidado, para lembrar o gosto que tinha.
Não houve palavras, não houve romantismo, apenas desejo!
Entrar naquela casa parecia entrar em uma sala de cinema, na tela aquele filme tão conhecido;
Apesar de já estar cansada de saber o final, continua torcendo pelas personagens e se emocionando.
Como todo mocinha romântica e sonhadora ela tinha a esperança de que seus sentimentos fossem verdadeiros. Que algo pudesse haver mudado.
Ela beijo-lhe o corpo, beijou-lhe os lábios e em momento algum pode sentir o tal "gostar" que ele lhe falara.
Em momento algum trocaram palavras de carinho ou mesmo gestos. Ela tentou, achou elogios, os quais apenas alimentaram um ego desestruturado. Ela tentou, mas aquele silêncio... a apavora!
Não houve carinho, não foi romântico, não houve amor, nem sequer matou-se a saudade de alguém que já não existe mais. Apenas desejo e silêncio!
E depois, no dia seguinte, palavras rudes... ahhh como foram rudes as palavras dele.
Se ele pudesse saber o quanto a magoou... jamais teria atendido aquele telefone!
E se ela pudesse prever... jamais teria ligado!
(Talita Horn)

Um comentário:

Anônimo disse...

Oi Talita,

Que bom que você curtiu, obrigado.

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