Quando se há vontade de fugir e não sabe-se para onde ir, as palavras podem ser a melhor forma de "sair correndo"! (Talita Horn)







segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Sonhar...

De tanto eram os sonhos
Não podia-se escolher
Sonhos daqueles de lambuzar-se inteiro
Mas eram tantos que escolher um parecia perder outro
Eram de todos os tipos, cores e tamanhos
Tão doces que as vezes tinha medo de enjoar.
Eram tantos os sonhos...
Mas apenas um tinha de se escolher
Como escolher um só?
Se a frente, uma vitrine...
Os olhos se fecham para pensar e se imaginar com cada um deles
O gosto, o cheiro, com o que parece, como seria alguns instantes com o sonho em questão.

Mas de tanto eram os sonhos,
Que enquanto olhava a vitrine a padaria fechou...
E ficou sem nenhum!

(Talita Horn)
A alma velha presa em corpo jovem
O corpo reza e pede pela alma
Pede para entender...
A alma já não aguenta mais estar aqui
Mas sabe que aqui ficará
A alma sabe de tudo
O corpo finge saber!
Ou será ao contrário?
Como um copo cheio d'água, capaz de levar a água a qualquer outro
Mas incapaz de absorve-la.
Há muita sabedoria... ou apenas muito conhecimento...
(Talita Horn)

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Parei!

Preciso de tempo...
Enquanto o tempo corre eu parei, parei para descansar, para pensar, olhar para dentro, redescobrir-me.
Não quero saber de passado nenhum, nem do futuro que pode ou não me abordar.
Não desejo saber de nada, muito menos do presente.
Não preciso do tempo, preciso ficar sem ele.
Esquecer-me!
Quero apenas sentir o sol queimando minha pele branca e sentir esse brisa forte que bate em meu rosto.
Quero deitar nessa rede e apenas sentir o balanço, quero ouvir boa música ou ler um bom livro.
Quero ficar horas deitada aqui olhando para esse céu, com a mente vazia, apenas o céu.
Quero sair na madrugada. Quero andar sem rumo.
Quero comer o quanto quiser ou não comer nada.
Quero me apaixonar por mim e pelas pessoas.
Quero fingir que tudo sempre foi perfeito;

Quero ficar em paz...

Quero ficar só, comigo mesma!