Quando se há vontade de fugir e não sabe-se para onde ir, as palavras podem ser a melhor forma de "sair correndo"! (Talita Horn)







segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Você's

Meus gritos são silenciosos, mas tenho gritado tanto...
Tenho tentado chamar tanto a sua atenção, de todas as maneiras.
Como podes não perceber o que vem acontecendo?
Como podes ignorar que tudo está prestes a desabar?
Te amo e repito todos os dias, e tu, repetes todos os dias: "Te amo".
Preciso te dizer que tenho te traído... não fisicamente, mas no meu pensamento e no meu coração.
Não te amo! Esse tempo todo, venho amado um homem que nunca existiu. Um "você" que eu idealizei, que fiz questão de me iludir, achando que estava ai em algum lugar. Mas a cada gesto, cada ato insensato teu, é como um balde de água fria sendo jogado para eu acordar.
Com o passar do tempo percebi que não importa o que eu faça, este "você" não vai existir e sei que eu não tenho o direito de te pedir que seja ele. Não tenho o direito de te pedir para mudar.
Mas é que dizer "eu te amo", não basta mais.
É que eu não preciso de alguém que me dê incentivos para caminhar; Eu preciso de alguém que caminhe ao meu lado.
Não quero que alguém passe em uma loja e compre uma ou algumas flores, quero alguém que me surpreenda, com algo que eu realmente não espero. Alguém que se dedique a fazer algo por mim. Que passe um dia, uma semana ou um mês, planejando algo. Que faça biscoitos com o meu nome, me mande cartas de amor pelo correio, aprenda a cantar uma canção, me faça um jantar... ou simplesmente me deixe um bilhete romântico ao lado do travesseiro antes de sair.
Meu grito é por um pouco de romantismo... e o romantismo não está no sexo, nem na forma de beijar, nem em presentes!
Preciso ter ao meu lado alguém que se importe com o que eu me importo, que me dê um pouco de serenidade, de ternura.
Mas o mais importante... preciso de alguém que me ame e me faça sentir esse amor. Preciso de alguém que ame tanto, que seja incapaz de me magoar!
(Talita Horn)

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Decepção...

Meu pranto não veio acompanhando minhas frases, não foi pela dificuldade de dizer a ti que meu coração tem permanecido esmagado.
O pranto que viste cair em minha face, foi de decepção.
Sim, Decepção! Ao ver estampado em teus lábios o teu orgulho, que berrava, enquanto teu coração calou.
O que esperava eu?
Eu espera sim! Esperava mais. Esperava assim como qualquer mocinha, que o mocinho a abraçasse, se jogasse em seus pés e implorasse seu amor. Esperava um pedido de perdão, esperava juras, esperava exagero.
Era o que eu esperava...
Um pouco de desespero, de angustia, de medo.
Não era um desejo por te ver sofrer, claro que não... mas custava derramar uma lágrima?
Custava dizer que não pode viver sem mim e que não me deixará ir?
Fazer uma promessa, um pedido pra ficar, uma chance a mais....
Eu queria... queria uma suplica, uma prece, um gesto de amor. Eu queria amor, queria paixão, queria um pouco de ternura.
Eu precisava que você lutasse por mim e não que me mostrasse um espelho. Precisava me sentir tua novamente, precisava ser como era antes, precisava que tudo mudasse, precisava ser surpreendida.
O cansaço me tomou por inteira e uma dor inesplicavel me assalta o peito.
Mas você está sendo capaz apenas de me perder, de me deixar saltar para longe de teus braços, para onde haja entendimento de quem sou eu.

E já que não foste capaz de me pedir para ficar... te peço, que lute por mim...
                                   ... Enfrentar nosso fim seria uma experiência muito amarga!"
                                                                                                  (Talita Horn)

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Só!

Me sinto em uma extrema confusão, já não sei mais as razões e os porquês...
Se estou sozinha, sinto-me como se precisa-se desesperadamente de alguém para andar de mão atadas.
Mas quando minhas mãos estão devidamente entrelaçadas, minha sensação é de sufoco.
Por algum tempo aquelas mãos firmes e grandes parecem acolher-me, dão-me sustento, consolo. Um leve toque faz-me desmanchar e sua força me parece tentadora.
Mas derrepente o corpo já não sente mais o calor dos dedos e a mão torna-se pesada demais. Junto com o peso, palavras duras, amargor, manias irritantes... e já não se precisa estar por perto.
Mesmo assim jogar tudo para o alto seria uma atitude insensata e vou deixando que aquela mão me arraste para sua teia, esperando que um dia volte a tirar-me o fôlego com a mesma ternura de antes ou sufocando-me de vez.
Aquelas mãos então começam a apertar-me, espremendo cada gota de ternura, cada gota de amor que ainda resta... esmagando o restinho de paciência que sobrou... retiram-me tudo... retiram-me as forças!
E derrepente, já não se quer mais estar por perto. O único sentimento que resta é o medo e medo não é uma boa aliança, não é um bom motivo para não se estar só!
Estar só... é tudo o que penso agora, o vazio é tudo o que cabe em mim, é tudo o que eu quero!
(Talita Horn)

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Sonhar...

De tanto eram os sonhos
Não podia-se escolher
Sonhos daqueles de lambuzar-se inteiro
Mas eram tantos que escolher um parecia perder outro
Eram de todos os tipos, cores e tamanhos
Tão doces que as vezes tinha medo de enjoar.
Eram tantos os sonhos...
Mas apenas um tinha de se escolher
Como escolher um só?
Se a frente, uma vitrine...
Os olhos se fecham para pensar e se imaginar com cada um deles
O gosto, o cheiro, com o que parece, como seria alguns instantes com o sonho em questão.

Mas de tanto eram os sonhos,
Que enquanto olhava a vitrine a padaria fechou...
E ficou sem nenhum!

(Talita Horn)
A alma velha presa em corpo jovem
O corpo reza e pede pela alma
Pede para entender...
A alma já não aguenta mais estar aqui
Mas sabe que aqui ficará
A alma sabe de tudo
O corpo finge saber!
Ou será ao contrário?
Como um copo cheio d'água, capaz de levar a água a qualquer outro
Mas incapaz de absorve-la.
Há muita sabedoria... ou apenas muito conhecimento...
(Talita Horn)

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Parei!

Preciso de tempo...
Enquanto o tempo corre eu parei, parei para descansar, para pensar, olhar para dentro, redescobrir-me.
Não quero saber de passado nenhum, nem do futuro que pode ou não me abordar.
Não desejo saber de nada, muito menos do presente.
Não preciso do tempo, preciso ficar sem ele.
Esquecer-me!
Quero apenas sentir o sol queimando minha pele branca e sentir esse brisa forte que bate em meu rosto.
Quero deitar nessa rede e apenas sentir o balanço, quero ouvir boa música ou ler um bom livro.
Quero ficar horas deitada aqui olhando para esse céu, com a mente vazia, apenas o céu.
Quero sair na madrugada. Quero andar sem rumo.
Quero comer o quanto quiser ou não comer nada.
Quero me apaixonar por mim e pelas pessoas.
Quero fingir que tudo sempre foi perfeito;

Quero ficar em paz...

Quero ficar só, comigo mesma!

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Ontem passeando pelo calçadão junto a minha mãe, parei para observar um senhor, tinha lá seus 60 anos e desenhava rostos. Ele deu-me atenção e explicou-me várias técnicas de desenho. Depois me disse ser também um pouco vidente e um pouco poeta, tirou um papel e um lápis de uma pasta e foi escrevendo os seguintes versos:

"Todo enti... sera solo luz
Ámate por sobre todas las cosas.
Lucha con aquello que te saque te tu camim
Iluminate en la virtud y la sabiduria.
Toma siempre los senteros de la verdad
A hora... que eres energia y plenitud."
(Beijamim)

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Felicidade!

Feliz,
Um pequeno sorriso brota no canto dos lábios.

Sorrir,
Um pequeno arrepio sobe-lhe a espinha.

Arrepiar,
O sangue pulsa mais rápido nas veias.

Pulsar,
O coração acelera.

Acelerar,
Os sentimentos correm por todos os lados

Sentir,
Que se está Feliz!

(Talita Horn)

Um pedido de desculpa

Como poderia eu, deixar a vida assim?
Eu não o faria
Não eu, com tudo o que sei, com tudo que vi
Como poderia eu jogar fora toda uma existência?
Jogar as sombras tudo o que já superei?
Jogar a crosta meu espírito, meu ser?
Não, eu não o faria.
E que me perdoem e que eu perdoe a mim mesmo por vezes ter vontade de partir.
Mas eu não partiria...
Partir assim, por vontade própria, iria contra tudo o que defendo.
Um atentado contra minhas idéias, virtudes, contra meu ser e minha inteligência!

(Talita Horn)

Vá!
Vá e te suma de minha vista!
Vá e te lambuze com a vida
Vá e saboreie o gosto de todos os prazeres
Seduza as melhores mulheres
Beba das melhores taças
Gaste toda a tua alma!

Vá!
Vá e te suma do meu olhar!
Vá e beije quantos corpos conseguir
Vá e divirta-se, encha a cara!
Finja que jamais existi
Esqueça-me!
E não volte, nunca mais!

Vá!
Vá e te suma da minha frente!
Vá e esqueça que um dia eu te quis
Vá e não ouse falar-me nada mais
Não te aproveite da minha ou da tua embriagues

Vá agora!
Vá para sempre!

(Talita Horn)

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Dúvida

E a moça jamais poderia imaginar
Que a moça que lhe pedira ajuda, era mesmo para se ajudar
Pois aquela alma, do nobre rapaz, pereceria
Mas como ela saberia?
Não confiou! E confiar na loucura era mais sábio que na sensatez!
Mas se na sua loucura já não confiara, como saber agora se a loucura fora embora?
Se tudo é apenas ilusões e vontades ou se a voz que lhe fala realmente declara?
E como pode a moça saber o que lhe fala a voz, se nem ao menos a ouve?
Se a voz se cala a seus ouvidos e pede para ser traduzida a seu sentir?
E se ela entendeu o recado? Como saberia a forma de passa-lo adiante?
Se deixar-se entrar na própria loucura, enlouqueceria!
Não, a moça em questão não perdeu a percepção.
Não enlouqueceu!
Ela só não sabe o que dizer a alma do nobre rapaz que a ela recorreu!

(Talita Horn)

sexta-feira, 30 de julho de 2010

AR

Algo me corrói por dentro
Ácido, sem poder saber de onde ou porquê veio
Meus dias tem estado tristes e cinzas
Inútil, é o que tenho achado do meu próprio ser
Tudo tem me feito querer sumir
Não tenho mais vontade de ficar aqui, nem em lugar algum
Quero simplesmente voltar para casa...
Ficar aqui torna-se mais difícil a cada suspiro!
Casa, onde sei que não existe essa podridão.
Toda essa angustia sabe-se lá porque me afronta e me torna fraca, frágil
Tenho vontade de desistir de tudo, do mundo, de mim!
A tempos essa fumaça não me alcançava mais.
Parei para respirar e estou sufocando!

Preciso sair daqui!
Minhas palavras já não fazem sentido!

(Talita Horn)

terça-feira, 27 de julho de 2010

Mentiras!

Nas palavras de outros foi que descobri
Beijando outra boca, ouvindo outros suspiros
Em palavras ditas e não ditas, mentiras e verdade confundidas,
todas usadas de forma a magoar-me, a bater-me na face.
Palavras que eu quis ouvir, mas não me disseram,
Que disseram e eu não quis
Que eu quis e me disseram quando eu já não queria mais
Que eu não quis e não me disseram quando eu queria.
Por palavras foi que descobri
Doces e gentis ou por hora amargas e doloridas
Acompanhadas de beijos e carinho ou de lágrimas e ódio
Depois de muito ouvir, só agora pude descobrir...
Que só as tuas palavras é que são confiáveis!

(Talita Horn)

Mudo!

Mudo!

Sempre mudo,

No silêncio mais alto, mudo!

Só eu mudo,

Mudo para todos,

Por protesto mudo.

Mudo, em silêncio;

Mudo o passado;

Mudo o etinerário;

Mudo o pensamento;

Mudo os passos;

Muda a menina;

Muda a tempestade

Muda a tristeza;

Muda a conversa;

Muda a vóz!

Mudo, calado... sem dizer palavra alguma!



(Talita Horn)

terça-feira, 20 de julho de 2010

Carne!

Se para você era só carne
Para mim havia sangue correndo nas veias
O coração acelerava e um arrepio frio me dominava a espinha.
Se para você era só carne
Para mim havia pele, saliva e sentimentos
Todos os meus sentidos aguçados esperando por um leve toque teu.
Mas para você era só carne
Para mim foram lágrimas e soluços.
E querias mais carne e carne
Tanto que tentei fazer-te sentir e sentir...
Tola eu era...
Ou tolo eras tu...
Desejavas minha carne e depois sumia,
E eu em pranto adormecia esperando teu passear.
Mas em um destes teus sumir,
um beijo despertou-me!
Era um jovem rapaz, disposto a sentir junto a mim.
Ora! Ora! Há vida lá fora!
E acordei para um lindo sonho.
E você resolveu sumir de vez,
Sem olhar pra trás, sem querer saber, sem tirar satisfação... Me deixou ir!
Tanta coisa aconteceu durante esse passar...
Adoeci, tive tristezas, alegrias e surpresas que nem procurastes saber.
E agora que um lindo sonho me cura,
Como vens me dizer que não era só carne para você? Que também era sentir?
Que tudo não passou de um terrível engano? De um terrível medo?
Como fosse um deboche de todo sentimento que tive e jogaste fora?
Não sei se acredito agora
E mesmo se eu acreditasse, como querias que eu reagisse?
Há em meu peito apenas lembranças do que já foi, passou
Há um carinho e um querer bem
Mas o Nós que existiu para mim, já não há mais
E o Nós para você, eu ainda acho que nunca existiu...
Trata-se apenas de carne!

(Talita Horn)

domingo, 27 de junho de 2010

Cala-te

Se não souberes usar as palavras, cala-te!
Pois o som que pronuncias pode enaltecer almas
Almas as quais podem iludidas cairem julgando estarem embriagadas de amor
Tuas palavras mais do que qualquer punhal pode penetrar o peito
E fazer sentir-se a mais amada, aquela que antes julgara-se tão rejeitada
Mas se não soberes usar as palavras, cala-te!
Pois o som que pronuncias pode entristecer almas
Almas as quais podem desiludidas cairem julgando estarem enganadas com o amor
Se o punhal de tuas palavras penetrar o peito
Pode haver força tamanha, que podes matar o mais nobre dos sentimentos
E aquela mulher rejeitada que em teus doces versos sentia-se amada,
passa a ficar sufocada!

Tuas palavras me fizeram sangrar o peito e chorar a alma...

(Talita Horn)

terça-feira, 18 de maio de 2010

Tribunal da Incoerênte...


Do que se trata coração?
De pele e saliva ou de palavra e argumento?
Convença-me!
Vontade e carne ou segurança e aconchego?
De que se trata coração?
Vamos prosear e conte-me esse segredo;
Prometo que não entenderei, mas conte-me
Confesse:
Se existe algo que te faz fazer tum tum,
Algo que te faz envergonhar, perder a pose, perder a classe...
Me conte se nunca fugiste de outro algum,
Por medo, vaidade, insatisfação ou disfarce..
Se nunca ficastes na insegurança, sem saber do que se trata,
Se nunca caístes de quatro, chorando em desespero por alguém que já se foi,
Se de alguma forma já feristes com punhal ou rosa um querido que a ti amava,
Ou que tu amavas e depois chorastes....
Já chorou??
Me diga agora coração, diga-me com clareza, pois essas coisas teimam em fazer-se não entender;
Como é possível distinguir-te?
Por que me olhas com este ar de quem julga, se tu és o réu sentado neste interrogatório?
Do que se trata coração?
Convença-me!
Não, não chores encima de mim!
Bem sabes que isso não adiantaria, pois vós és o coração, quem vos fala aqui é apenas a razão!
Do que se trata coração?
Convença-me!
Pois bem.. já que insistes em calar-te, cá está a tua sentença: Enquanto as emoções que tu governas estiverem esta baderna, todas as decisões caberão a mim e ao tribunal da coerência.

[E o Coração fala baixinho ao sair da sala: Trata-se de amor, mas você não entenderia..]

(Talita Horn)

sábado, 1 de maio de 2010

Acalma-te

Sussurre hoje em meu ouvido, e terás muito mais a minha atenção;
Seja doce comigo, com você e com o mundo.
Não é tão difícil sussurrar...
Tua vóz em alto tom te faz perder respeito.
Acalma-te!
Deita com tua cabeça no meu colo e adormeça enquanto te faço cafuné.
Não se preocupe, eu te protejo!
De todas as espadas e punhais... e de ti que tanto te afrontas.
Acalma-te
Por que estás assim? Que passado trazes que te tornas tão inquieto?
Escuta minha vóz, posso cantar uma bela canção...
Dorme querido!
Adormeça em meu cafuné e minha canção...

(Talita Horn)

segunda-feira, 26 de abril de 2010

A garganta se aquece, sente-se o líquido escorregando pela traqueia,
Em questão de segundos ele corre por todo o corpo,
E ele brinca de gangorra com a cabeça!
Primeiro:
Sente-se um relaxamento profundo, todas as tensões, problemas e dores se escondem;
Pensa ser criança novamente, ri, brinca.. e o líquido mágico escorrega mais uma vez e torna a escorregar e denovo e denovo...
Porque não se pode correr o risco de voltar a ser quem é. Vida real, quem precisa dela?
Pode-se ser neste momento quem quiser...
Beijar quantas bocas e corpos desnudos quiser...
Não importa se não sabe quem são, se vieram de um castelo ou de uma lata de lixo...
Você não sabe nem ao menos quem é neste momento!
Segundo:
Você não sabe nem ao menos quem é neste momento, não sabe onde estão seus documentos, sua identidade e sua moral;
Beija corpos e bocas doentes vulgarmente como desespero por querer encontrar alguém que te tire dali;
Ressalta ali tuas maiores virtudes... e teus maiores defeitos;
A vida real está uma bosta e precisa se anular para não lembrar dela...

Pensa que ela existe você querendo ou não,
Escorrega o líquido mágico mais uma vez, o que é isso que não faz mais efeito?
Ouve-se muitos risos e gargalhadas e no meio de uma delas o pranto vem atona.
Pronto, agora estragou a noite de todo mundo! Mas todos consolam aquele que desmoronou, sabendo que ali ou na cama mais tarde irão chorar também(mesmo que por dentro).
A tensão volta, todos os problemas voltam, a vida real esteve sempre ali, mas continua sem saber ao certo quem é.
E chora!!
Terceiro:
Vomita toda a porcaria do líquido que bebeu a noite inteira, achando que está colocando todos os problemas para fora.
É carregado até em casa por outros bêbados (se chegar);
Quarto:
No dia seguinte acorda com uma puta dor de cabeça e com todos os problemas ainda ali!
Se pergunta: Por que bebi?
Porque é fraco!!



(Texto de desabafo a seis dias que passei sem beber no meio de mil estudantes bebados e drogados dia e noite, é assustador olhar são, é triste ve-los.)

(Talita Horn)

segunda-feira, 29 de março de 2010


Hoje abri aquela caixa onde estão tantos diários guardados e empoeirados...
É engraçado te ver pelo lado de fora depois de tanto tempo.
É engraçado concordar hoje com o que as pessoas diziam que você era ontem.
É engraçado ver os "terriveis" erros de português.
É triste ver as lagrimas disperdiçadas em coração tão jovem
E ao mesmo tempo acho graça, dos dramas que futilmente enchiam copos e copos de cachaça!
É como se fosse uma lembraça de vida passada, não reconheço mais aquela que fui, ela se foi.
Mas é confortante rever como ficaram no chão tantas cascas,
Das mais groças retiradas com supetões,
As mais finas, que foram arrancadas como fossem pele.
Fui sendo polida pouco a pouco, até retirar a casca que cobria meu sorriso, que sempre esteve ali.
Escolhi caminhos, retornei, tornei a traçar novos, retornei, várias e várias vezes e finalmente fui em frente.
Pessoas que pensava que estariam sempre aqui, tomaram outros rumos...
Pessoas que pensava que partiriam, ficaram aqui...
Tantas pessoas especiais que me fizeram rir e chorar, estas nunca sairão da minha história;
Mas temos que polir a vida, temos que crescer, amadurecer e isso tudo custa escolher caminhos e escolher o que lhe cai ou não bem!
Hoje minha vestimenta é de sorriso, meu caminha de evolução (estou tentando, juro)...
De todas aquelas cascas, guardei um punhado em cada bolso;
Num bolso guardei muita beleza que haviam nelas,
Noutro algo para não me esquecer de onde vim!
Retire as cascas e deixe que sobre apenas você!
(Talita Horn)

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Quando fechei meus olhos senti o estremecer da terra e do corpo

Algo muito maior do que eu, pude sentir

Outras almas, outro corpos, machucados, pedindo zelo...

Algo muito maior do que eu..

E o eu ficou para trás...

Pequeninos, eles choravam e eu chorava por eles!