Quando se há vontade de fugir e não sabe-se para onde ir, as palavras podem ser a melhor forma de "sair correndo"! (Talita Horn)







terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Tic tac, faz o relógio... Tic tac!
Não importa quantos segundos tem um minuto, se você se fixar no relógio, eles vão passar mais devagar.
Tic tac, faz o relógio... Tic tac!
Pare ao lado de um relógio, apenas ousa o barulho;
Por quanto tempo você consegue? Sem ficar louco, é claro!
O barulho do relógio é desesperador...
Se você estiver esperando por algo ou alguém, tudo bem em olhar as horas. Mas não escute o barulho!
É... ele é capaz de fazer as pessoas mais centradas entrarem em paranóia!
Se você estiver ouvindo o tic tac e ao mesmo tempo ver o gato do vizinho andando lentamente em cima do muro, todas as vezes que você ver o gato do vizinho andando encima do muro lentamente, você vai associar á lentidão do relógio, Logo, sempre ficará agoniado vendo o gato do vizinho passar lentamente encima do seu muro.
Deve ser por isso que algumas pessoas odeiam gatos de vizinhos, provavelmente já aconteceu com elas sem que percebessem.
Deve ser por isso que nas fantasias relacionam o mesmo barulho com coisas ruins e desesperadoras, como uma bomba por exemplo... É claro que uma bomba, mesmo que possuisse um relógio fixado a ela, não faria um barulho tão alto a ponto de ser escutado de longe ou de dentro de pacotes embrulhados como na maioria das ficções.
Ou o crocodilo que amedontra tanto o capitão gancho. Sou capaz de apostar que o barulho do relógio o assusta mais do que a própria fera. É pura pressão psicológica!
Quando você está atrasado, Tic tac, faz o relógio... Tic tac! Apressando você
Quando você está esperando alguém querido chegar... Tic tac, faz o relógio... Tic tac! Tirando sarro de você, por estar demorando para mecher os ponteiros!
Quando você está esperando alguém indesejado chegar... Tic tac, faz o relógio... Tic tac! Te dizendo que já está para chegar!

Tic tac, faz o relógio... Tic tac!
Tic tac, faz o relógio... Tic tac!
Tic tac, faz o relógio... Tic tac!

Coitado do gatinho...

(Talita Horn)

domingo, 18 de janeiro de 2009

E nada podia ser visto a olho nú
Apenas a vida
Mas a vida era muito pouco para se enchergar
Havia muito mais do lado de dentro e do lado de fora
E entre o visto e o não visto fica o estado da loucura
Onde os fortes não são capazes de superar
O equilibrio é fragil e requer tempo, requer evoluçaõ
O peito acelera, o ar falta e tudo adormece
Então onde os dois corpos não poderiam ocupar o mesmo espaço
Acabam ocupando
E os loucos não eram tão loucos assim, muito menos centrados os sãos
Tudo se cala e ao mesmo tempo grita
E os loucos.. somente os loucos os ouvem
E temem sua própria loucura, deixando ir aqueles que poderiam ficar
Deixando ficar aqueles que devem ir
Se minha loucura for um dia reconhecida
Digam aos sãos que não pude salvar, que tive medo de não serem loucos como eu
Quantos loucos atrás de mim
As cobranças de todas aquelas existências não sei se compreendo tão bem assim
Tudo é tão frágil
Aqui e lá.... e estar nos dois lugares ao mesmo tempo
Digam aos sãos que não pude salvar, que e se eles fossem normais demais?
E se eles não pudessem escutar todos aqueles gritos?
Meu coração dói, a alma também...
Quantas almas aqui...
Digam aos sãos que não pude salvar, para me perdoarem por não ter tido coragem de acreditar na minha loucura
Mas que tudo ficará bem
Pois existe um louco maior que eu!

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

É melhor você se considerar sozinho no mundo, do que se surpreender quando as pessoas que ama te deixarem sozinho!
Isso nunca vai significar que não te amam com tudo que podem. Mas nunca vão ter a compreensão que precisas.
Porque também estão neste eterno caminho para a evolução e são frágeis aos estremos. Toda essa nossa fragilidade nos torna egoistas e individualistas... não por maudade, mas por medo, como forma de defesa.
Viver é difícil...
As vezes precisamos ficar só para se poder ter vida!
As vezes precisamos ignorar as pessoas e a nós mesmos!
Seguir caminhos diferentes e optar por ocultarnos para nosso próprio bem!
Família, amigos, amores... Fazer silêncio e deixar todos aqui no barulho, sem tira-los do coração!
E esperar, para ver quantos deles vão esperar por você, e quantos deles farão silêncio contigo e se ao menos um quebraria violêntamente tua quietude simplesmente porque não consegue viver sem o teu som.